16 de set de 2016

CITIZENFOUR (Laura Poitras, 2014)





CINE DIREITO exibe CITIZENFOUR, documentário de Laura Poitras (2014)

Citizenfour (2014) descreve e documenta o escândalo de espionagem pela NSA e como se deram os encontros com Edward Snowden antes e depois de sua identidade ser revelada ao público. O filme teve sua estréia norte-americana em 10 de outubro de 2014 no Festival de Cinema de Nova York e sua estréia na Inglaterra (Reino Unido) em 17 de outubro de 2014. O filme foi produzido por Laura Poitras e Steven Soderbergh. Em 2015, recebeu o prêmio da Associação Internacional de Documentários e foi indicado para o Oscar no mesmo ano, vencendo como melhor documentário. Em junho de 2013, através do jornal britânico The Guardian, Glenn Greenwald foi um dos jornalistas que em parceria com Edward Snowden levou a público a existência dos programas secretos de vigilância global dos Estados Unidos, efetuados pela sua Agência de Segurança Nacional. Sua reportagem ganhou o Prêmio Pulitzer de jornalismo em 2014 e, no Brasil foi agraciado com o Prêmio Esso de Reportagem, por artigos publicados em O Globo acerca do sistema de vigilância virtual dos Estados Unidos em território nacional.

2 de abr de 2013

The light bulb conspiracy ou "Comprar, Trocar, Comprar" (Espanha, França 2010)



CINE DIREITO exibe o documentário The light bulb conspiracy (Cosima Dannoritzer, Espanha, França, 2010).

Houve um dia em que os produtos eram feitos para durar. Então, no início da década de 20, um grupo de empresários começou a pensar diferente, produtos que demoravam a perecer pareciam incompatíveis com o novo sistema industrial. Assim nasceu a obsolescência programada. O documentário Comprar, Trocar, Comprar revela a obscura história de um modelo econômico que se fundamenta no desperdício e demonstra como este sistema ainda é uma triste realidade nos dias de hoje.


Quarta, 10 de abril de 2013 
13h no Auditório B6 da Ala Frings, Edifício da Amizade

29 de out de 2012

A história oficial (Luis Puenzo, Argentina, 1985)



celebrando os 10 anos do Núcleo de Direitos Humanos do Departamento de Direito da PUC Rio

CINE DIREITO exibe A História Oficial  (Luis Puenzo, Argentina, 1985)

Na Buenos Aires dos anos 80, Alicia e seu marido Roberto vivem tranquilamente com Gaby, sua filha adotiva. Porém, após o reencontro com uma velha amiga recém-chegada do exílio, Alicia começa a tomar conhecimento da cruel realidade do regime militar argentino, passando a questionar todas as suas certezas e o que considerava como verdade. Uma realidade para a qual Alicia não estava preparada, mas que agora terá de enfrentar com todas as suas conseqüências.

Em 1986, recebeu o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e também foi indicado para o Oscar de Melhor Roteiro Original.

Quarta, 14 de novembro, às 13h.
Auditório B6 da Ala Frings, Edifício da Amizade

15 de out de 2012

Mississipi em Chamas (Alan Parker, 1988)



celebrando os 10 anos do Núcleo de Direitos Humanos do Departamento de Direito da PUC Rio 

CINE DIREITO exibe Mississipi em Chamas (Alan Parker, 1988) Mississipi, 1964. 

Rupert Anderson (Gene Hackman) e Alan Ward (Willem Dafoe), dois agentes do FBI, investigam a morte de três militantes dos direitos civis em uma pequena cidade onde a segregação divide a população e a violência contra os negros é uma tônica constante.

Quarta, 17 de outubro às 13h no Auditório B6 da Ala Frings, Edifício da Amizade.

24 de set de 2012

CORAÇÕES E MENTES (Peter Davies, EUA, 1974, 112 min.)




celebrando os 10 anos do Núcleo de Direitos Humanos do Departamento de Direito da PUC Rio


HEARTS AND MINDS é um documentário de 1974 sobre Guerra no Vietnã, dirigido por Peter Davis. Considerado um dos mais importantes documentários políticos da história do cinema, Corações e Mentes levou o Oscar de Melhor Documentário em 1975.

Das cerca de 200 horas rodadas, Davis aproveitou 112 minutos. Apoiando-se em ricas material de arquivo e depoimentos com personalidades políticas, ex-combatentes estadounidenses e sobreviventes vietnamitas colhidos nos anos de 1972 e 1973 - além de inserções de trechos de filmes de Hollywood -, Corações e Mentes procura demonstrar que o militarismo exacerbado e racismo intrínsecos à cultura estadounidense levaram os Estados Unidos ao extenso conflito no Sudeste Asiático. A meta de Davis é investigar os corações e as mentes dos norte-americanos. O filme expôs as devastadoras conseqüências humanas deste conflito, que matou mais de um milhão de vietnamitas - a maioria civis - e 45 mil soldados norte-americanos. Davis é reconhecido como o primeiro documentarista a dar voz ao "outro lado" da história - no caso a população civil vietnamita, as maiores vítimas. Os efeitos nefastos da guerra sobre os vietnamitas são um dos pontos de fortes da obras, que traz imagens de impacto sobre a dor e a indignação de pessoas que perderam filhos em bombardeios de aviões norte-americanos, ao mesmo tempo a resistência deste povo. O título do documentário foi retirado de uma famosa frase do presidente norte-americano Lyndon B. Johnson ("A vitória da América dependerá dos corações e mentes das pessoas que moram no Vietnã."). Segundo Judith Crist, crítica e professora de escrita analítica da Universidade de Columbia, Corações e Mentes mudou a história dos documentários políticos.

quarta, 10 de outubro, 13h no no Auditório B6 da Ala Frings.

17 de set de 2012

Hércules 56 (Silvio Da-Rin, 2006)



celebrando os 10 anos do Núcleo de Direitos Humanos do Departamento de Direito da PUC Rio

Na semana da independência de 1969 o embaixador americano no Brasil, Charles Burke Elbrick, foi sequestrado. Em sua troca foi exigida a divulgação de um manifesto revolucionário e a libertação de 15 presos políticos, que representam diversas tendências políticas que se opunham à ditadura militar. Banidos do território nacional e com a nacionalidade cassada, eles são levados ao México no avião da FAB Hércules 56. Através de entrevistas com os sobreviventes os fatos desta época são relembrados.

Quarta, 19 de setembro às 13h no Auditório B6 da Ala Frings.

28 de ago de 2012

A Batalha do Chile Parte II: O golpe do Estado (Patrício Guzmán, 1977)



celebrando os 10 anos do Núcleo de Direitos Humanos
do Departamento de Direito da PUC Rio

Considerado um dos melhores e mais completos documentários latino-americanos, A Batalha do Chile é o resultado de seis anos de trabalho do cineasta Patrício Guzmán. Dividido em três partes (A insurreição da burguesia, O golpe militar e O poder popular), o filme cobre um dos períodos mais turbulentos da história do Chile, a partir dos esforços do presidente Salvador Allende em implantar um regime socialista (valendo-se da estrutura democrática) até as brutais conseqüências do golpe de estado que, em 1974, instaurou a ditadura do general Augusto Pinochet. Essa edição especial se completa com outros dois documentários: Patrício Guzmán: um história chilena, sobre a trajetória única do autor de A Batalha do Chile, e A resistência final de Salvador Allende, uma reconstituição dos últimos momentos de Allende antes do golpe.
Guzman vivia na Europa quando chegaram as notícias da subida ao poder da Unidade Popular, aliança de partidos de esquerda que elegeu o presidente Salvador Allende no Chile do fim dos anos 60. Entusiasmado, o cineasta voltou ao seu país e começou a gastar o que podia de rolos e mais rolos de filme. Foi além dos temas espetaculares, filmando desde assembléias de fábricas, passando por trabalhadores do campo, moradores de bairros construindo um abastecimento alternativo, até militantes de direita. É um registro e uma análise bastante completa do que foi a caminhada chilena pela via democrática ao socialismo, abordando temas difíceis como as nacionalizações, o apoio ambíguo da presidência ao processo de construção do "poder popular" que se dava com as ocupações de fábricas e latifúndios e a construção da participação direta através de assembléias locais e regionais, e as contradições entre este poder popular e um Estado que acabou paralisado pela maioria conservadora do Congresso e as ações de sabotagem apoiadas pela CIA e pelas elites. Com o golpe em 1973, Guzman se refugiou em Cuba, onde terminou de editar a terceira parte do documentário apenas em 1979. Foram praticamente 10 anos de trabalho.


Quarta, 12 de setembro às 13h no Auditório B6 da Ala Frings.